PROCESSADORA DE CASTANHA DO BRASIL

 

CASTANHA DO BRASIL

Origem: Espécie nativa dos bosques altos nas zonas alagáveis da Amazônia brasileira, boliviana e peruana. As populações mais numerosas, com formação mais compacta da espécie, são encontradas no Brasil, principalmente nas regiões do Vale do Papagaio (Mato Grosso), rios Madeira, Maués, Purús, Negro e alto Amazonas (no Amazonas) e nos estados do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. Os castanhais mais densos e importantes do Brasil encontram-se no município de Marabá, Estado do Pará.

Característica: Árvore de grande porte, atinge até 60m de altura e 14m de circunferência na base do tronco. O fruto, vulgarmente conhecido como "ouriço", tem formato de cápsula esférica. O ouriço é extremamente duro, contendo, em seu interior, de 18 a 24 sementes angulosas, cujo tamanho varia de 4 a 7 cm no fruto já bem seco.

 

FLUXOGRAMA

 

 

FÁBRICA CASTANHA DO PARÁ

DESCRIÇÃO DO PROCESSO

 

1. Secagem

A desidratação artificial, podendo ser solar e mecanizado, tem por objetivo obter uma umidade na castanha abaixo de 10%, possibilitando uma melhor conservação no armazenamento.

2. Limpeza

As castanhas no momento da armazenagem, devem estar limpas, livre de folha, pedras, areias e outras impurezas afim de evitar a contaminação e também a sua deteriorização.

3. Armazenagem

Após o processo de secagem e limpeza, as castanhas estão aptas para o armazenamento por um período superior a 1 ano. Para o armazenamento, é recomendável o uso de sacos, empilhados sobre estrado de madeira, em local arejado, limpo e seco sem contato com a água.

4. Pesagem

Torna-se necessária, para que se tenha uma idéia exata da quantidade a ser industrializada desde a quantidade a ser colocada no autoclave até o resfriamento final do processo.

5. Caldeira

Tem por finalidade gerar a destribuir vapor direto para conzimento das castanhas no Autoclave e aquecimento nas estufas, através de serpentinas.

6. Autoclave

Como preparação para descascamento, as castanhas são submetidas ao processo de autoclavagem, cujo o objetivo tem por fim torna o crescimento da casca com relação a amêndoa, facilitando o descascamento sem quebrar a amêndoa.

7. Quebra

As castanhas são submetidas as operações de quebra, atravez de máquinas manuais. São fixadas em bancadas metálicas apropriadas.

8. Estufagem

A secagem visa reduzir a umidade da amêndoa em torno de 4% a uma temperatura de 60ºC a 70ºC. As amêndoas são colocadas em bandejas teladas que devem ser aquecidas a um tempo determinado para retirar a umidade dejesada.

9. Seleção e Classificação

As amêndoas devem ser classificadas basicamente pelo tamanho e integridade. A operação é realizada em mesas com revestimento em fórmica clara ou aço inox.

A CLASSIFICAÇÃO DA CASTANHA DO BRASIL:

  • Brokem(quebrada)
pedaços.
  • Large(grande)
90 a 110 amêndoas/Kg
  • Midium(média)
110 a 130 amêndoas/Kg
  • Miúda
130 a 160 amêndoas/Kg

 

10. Embalagem

Para o produto final, deve-se acondicionar em sacos aluminizados, capacidade de 50 libras(22,68 kg), com vácuo e introdução de CO2.

PRODUTO PROCESSADO - O produto frito e salgado pode receber embalagens em pote com lacre em alumínio, para pesos líquidos entre 100 e 400 gramas. Outras alternativas são os sacos de propileno de baixa densidade ou metalizados.

11. PAINEL PARA AUTOMOÇÃO DO PROCESSO DIGITALIZADO:

Esse sistema de automoção tem por finalidade aumentar a eficiência do beneficiamento da castanha do Brasil(Pará), nas diferentes fases do processo além de, principalmente, dar segurança para os operários e evitar condições de insalubridade. Pode ainda atender tanto à pequena unidade fabril ou de grande porte, podendo ser acoplado para monitoramento via computador.

Esse sistema, aplica-se ao controle e monitoramento de tempo e temperatura dos seguintes equipamentos:

- Caldeira (Controle de nível d'água, com alarme sonoro e visual)

- Estufa (Controle de temperatura, tempo de início e fim de ciclo)

- Autoclave (Controle de temperatura, tempo de início e fim de cilco)

Observação: Todo esse processo é programado antecipadamente para uma melhor eficiência no processo produtivo.

Voltar