FÁBRICA DE PEQUENO PORTE

 

PEQUENA FÁBRICA:

CAPACIDADE PRODUTIVA: VAI DE 500 A 1.500KG/DIA DE CASTANHA - “IN NATURA".

DESCRIÇÃO DO PROCESSO

1. CLASSIFICADOR: Consiste em selecionar as castanhas “in natura” por tamanhos, através de uma peneira rotativa confeccionada em chapas furadas cujos furos obedecem ao tamanho padrão da castanha a ser selecionada.

2. CALDEIRA: Tem por finalidade gerar e distribuir vapor direto com o objetivo de:

Cozinhamento das castanhas no AUTOCLAVE;

Estufagem das amêndoas através de serpentinas na ESTUFA;

Umidificação das amêndoas ou choque térmico na CÂMARA DE UMIDIFICAÇÃO.

 

3. AUTOCLAVE / COZlNHAMENTO: Tem por Função cozinhar a castanha “in natura”,  visando o seu crescimento em relação à amêndoa, o que permite uma decorticação eficiente,  além das seguintes vantagens:

A casca da castanha fica mais dura, permitindo seu corte sem o comprometimento da amêndoa;

O derrame do LCC é mínimo possível;

As amêndoas ficam com a película completamente colada o que a protege de qualquer contaminação com o liquido da casca e as bandas ficam coladas entre si, assegurando a obtenção um elevado percentual de amêndoas inteiras.

4. MÁQUINA MANUAL/BANCADA: Tem a finalidade de decorticar (abrir) a castanha. A mesma é acoplada em bancada metálica apropriada, onde se realiza a operação através de 2 (duas) operárias, sendo, uma para decorticar a castanha e a outra, através de estilete separa a amêndoa da casca.
5. ESTUFA: Visa reduzir a umidade das amêndoas, para que a película, ainda aderida à mesma, se torne quebradiça.
 
6. CÂMARA DE UMIDIFICAÇÃO: Após o processo de estufagem, as amêndoas são umidificadas com o objetivo de facilitar o desprendimento da película ainda colada à amêndoa.
7. DESPELICULADOR: Tem a finalidade de despelicular à amêndoa, através de seu rolo rotativo onde, à medida que o rolo vai girando, as amêndoas vão se friccionando umas às outras moderadamente, provocando o desprendimento da película.
8. Seleção e classificação

As amêndoas são levadas a uma mesa para serem classificadas manualmente quanto à sua dureza. As consideradas duras, por permanecerem com parte da película, serão raspadas manualmente. Também, é levado em conta o tamanha, a cor e a integridade das amêndoas.

9. FRITADOR: Aquecido a GLP, tem a finalidade de fritar as amêndoas, através de óleo vegetal ou gordura vegetal hidrogenada.

 

10. CENTRÍFUGA: Sistema motorizado, com cesto rotativo em seu interior, cuja função é retirar o excesso de óleo existente na amêndoa, por ocasião da fritura.

A salga realiza-se com as amêndoas ainda quentes, utilizando-se sal refinado de boa qualidade, seco e sem impurezas, na quantidade de 1%-2% em relação ao peso da amêndoa.

 

11. Embalagem

O produto frito e salgado pode receber embalagens em pote com lacre em alumínio, para pesos líquidos entre 100 e 400 gramas. Outras alternativas são os sacos de propileno de baixa densidade ou metalizados.

 

12. PAINEL PARA AUTOMOÇÃO DO PROCESSO DIGITALIZADO:

Esse sistema de automoção tem por finalidade aumentar a eficiência do beneficiamento da castanha do caju, nas diferentes fases do processo além de, principalmente, dar segurança para os operários e evitar condições de insalubridade. Pode ainda atender tanto à pequena unidade fabril ou de grande porte, podendo ser acoplado para monitoramento via computador.

Esse sistema, aplica-se ao controle e monitoramento de tempo e temperatura dos seguintes equipamentos:

- Caldeira (Controle de nível d'água, com alarme sonoro e visual)

- Estufa (Controle de temperatura, tempo de início e fim de ciclo)

- Autoclave (Controle de temperatura, tempo de início e fim de ciclo)

- Câmara de umidificação (Controle de tempo)

Observação: Todo esse processo é programado antecipadamente para uma melhor eficiência no processo produtivo.

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